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O Comércio Medieval |
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| O Comercio Medieval | ||
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No início da Idade Média a economia rural dominava, e a maioria dos latifundiários era relativamente auto-suficiente. As trocas se reduziram muito, e o que restou do comércio eram grupos de mercadores itinerantes que abasteciam os ricos, vendendo produtos de luxo, e exploravam os pobres, cobrando altos preços pelas mercadorias nos tempos de fome e peste. O verdadeiro
ressurgimento do comércio só ocorreu no Século XI, quando terminaram as
invasões normandas. Na Itália e em Flandres a vida urbana ganhou vigor.
Colônias comerciais latinas se estabeleceram em todo o Oriente.
Venezianos, genoveses e pisanos controlavam o comércio exterior do Império
Bizantino. O comércio gravitava em torno das feiras, que provocaram o
surgimento de novas cidades. Num aspecto, o comércio medieval diferia totalmente do comércio moderno. Hoje a maior parte das mercadorias já está vendida antes de ser embarcada. Na Idade Média os produtos eram enviados a longas distâncias na expectativa de serem vendidos a preços compensadores. Cada transação envolvia o elemento especulativo e o risco. Com o objetivo de reduzir esses riscos (acidentes ou piratas no mar, bandidos ou tropas inimigas em terra), os comerciantes medievais criaram uma infinidade de tipos de associações. O seguro marítimo foi a primeira modalidade, da qual surgiram as demais. Em geral representava um acordo feito para uma única viagem, usualmente um roteiro circular para o Oriente Próximo, a África e a Espanha ou Provença.
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