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O Seguro na Antiguidade |
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| O Seguro na Antiguidade | ||
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O seguro, tal como existe hoje, era desconhecido na Antigüidade, principalmente porque a economia se estruturava sobre a posse da terra. Os bens imóveis implicam um forte sentido de estabilidade e família e, mesmo existindo a noção de risco, ainda não surgira uma visão de conjunto que permitisse a observação repetida de certos fenômenos sociais. Mesmo assim, são conhecidas algumas experiências interessantes. Uma forma primitiva de
seguros é citada no Talmud, livro de jurisprudência hebraica na
Mesopotâmia: havia entre os condutores de caravanas uma combinação que
garantia aos seus participantes a restituição de animais de carga sadios
sempre que os seus se perdessem por morte, fuga ou ataque de feras
selvagens. Esta prática seria precursora do seguro terrestre, surgida nas
rotas comerciais que atravessavam a Ásia e o norte da África. No século V A.C. a Fenícia e a Grécia estabeleceram uma forma primitiva de seguro marítimo: através de contrato, uma pessoa emprestava determinada quantia sobre uma coisa exposta a risco - um navio ou mercadorias em viagem -, estipulando um juro extraordinário, que receberia caso nada acontecesse, ou que perderia junto com o capital emprestado, se ocorresse algum dano. Da Grécia, o empréstimo marítimo chegou a Roma. O Direito Romano tratava do Nauticum Foenus, prevendo que, em caso de feliz chegada, o emprestador receberia, além da importância do empréstimo, o preço do risco (Pretium Periculi), perdendo em contrapartida o seu dinheiro, no caso de naufrágio.
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